


Apresentamos um gato apaixonante por excelência.
A França reivindica o Chartreux a justo título, uma vez que lá habita desde o século XVI, datando as primeiras referências a este gato de 1558, nos versos do poeta Joachim du Belay.
Chegou a bordo dos navios mercantis, vindo do Médio Oriente, das montanhas geladas da antiga Síria e Irão. A sua pelagem lanzuda e fofa está preparada para uma adaptação perfeita a temperaturas mais baixas.
No entanto, o percurso deste gato não foi inicialmente fácil, pois a beleza do seu manto levava a que fosse comercializado pela sua pele, devido à semelhança desta com a da lontra, e era rara a vez em que este gato não terminava num tacho (em forma de estufado ou suculento assado).
Em 1753 a Grande Enciclopédia descreveu com precisão o Chartreux como "gato de pêlo azul acinzentado cendrado".
Finalmente, em meados do sec. XIX, os franceses deixaram de consumir o gato, começando este a ser encarado como animal de companhia junto de todas as classes sociais.
Emergiu muitas vezes a questão sobre a origem do nome Chartreux.
Diz-se que é porque a cor da pelagem é semelhante à cor dos hábitos dos monges de Chartreux, uma teoria não muito fundamentada uma vez que o habito é branco cru. Diz-se também que foram criados pelos monges de Chartreux da grande abadia de Dauphiné, universalmente conhecida pelo seu célebre licor, contudo não existe qualquer registo que identifique a presença deste gato naquele local. Assim, o mais verosímil é que o surgir do nome tem a ver com o facto do toque da sua pelagem ser idêntico ao toque da flanela espanhola Cartuxa, sendo talvez uma variante francesa deste nome.